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Projeto piloto de formação profissional arranca em Sever do Vouga

Projeto piloto de formação profissional arranca em Sever do Vouga
09 Fevereiro 2018

Projeto piloto de formação profissional arranca em Sever do Vouga

Colmatar a distância entre a formação profissional e as necessidades reais das empresas. É o que propõe o projeto piloto “Do namoro ao casamento – uma prática de formação em contexto de trabalho com sucesso!”. Durante três anos, Câmara Municipal de Sever do Vouga, Associação para a Educação e Valorização da Região de Aveiro (AEVA), através da Escola Profissional de Aveiro (EPA), e a empresa A. Silva Matos Metalomecânica, apoiadas pelo Instituto Politécnico do Porto, vão unir esforços para criar uma nova metodologia de ensino e aprendizagem.

O projeto, que surge no âmbito do Programa Erasmus+, na vertente das Parcerias Estratégicas para o Ensino e Formação Profissional, procura contribuir para solucionar uma dificuldade antiga das indústrias nas áreas da Metalurgia, Mecânica, Mecatrónica e Manutenção Industrial que é encontrar mão-de-obra especializada. Com um financiamento de 300 mil euros por fundos europeus e parceiros internacionais em Espanha e Itália, a Câmara Municipal de Sever do Vouga acredita na mais-valia deste trabalho em conjunto. “Abraçamos este desafio porque entendemos que, no âmbito das nossas competências, podemos contribuir para o aumento da produtividade e competitividade do tecido empresarial e oferecer oportunidades aos jovens para se fixarem no concelho, através de uma maior oferta de trabalho”, explica a vereadora Elisabete Henriques.

O projeto já arrancou e a primeira reunião de trabalho decorreu nos dias 6 e 7 de fevereiro. “Vamos, em conjunto, desenhar um perfil de competências técnicas, profissionais, científicas e socioculturais, capaz e com sentido, que responda positivamente às necessidades da região, do país e da europa, promovendo o casamento dos envolvidos”, afirma Jorge Castro, diretor da Associação para a Educação e Valorização da Região de Aveiro (AEVA). Em breve, a A. Silva Matos Metalomecânica irá receber os primeiros alunos. O objetivo, como explica Jorge Castro, é que “a capacidade instalada na empresa seja vertida para a formação dos jovens, através dos seus «mestres»”, que por sua vez irão “preparar os aprendizes numa determinada cultura de trabalho e de pertença à empresa”. O projeto prevê a capacitação de todos o envolvidos (alunos, professores, formadores e tutores profissionais).

O passo seguinte passará por validar os resultados de aprendizagem e os currículos desenvolvidos numa plataforma digital, facilitando assim a transparência e a certificação da formação realizada. O Instituto Politécnico do Porto terá aqui um importante papel no desenvolvimento da plataforma. Por sua vez, caberá a Câmara Municipal de Sever do Vouga dialogar com o Ministério da Educação, dando contributos para as propostas do Catálogo Nacional de Qualificações, através dos resultados transmitidos, com o objetivo de que os novos currículos sejam adotados a nível nacional.

Para Cláudia Pinheiro, presidente da administração da A. Silva Matos Metalomecânica, o défice de profissionais qualificados no país é uma dificuldade que urge superar. “A economia portuguesa tem uma forte ligação à Metalomecânica, mas Portugal não tem capacidade de resposta, o que pode vir a ser dramático. Com este projeto, pretendemos delinear uma estratégia de futuro que pode resolver esta questão”, afirmou.