Passar para o Conteúdo Principal

"Pais do Avesso” ajudou pais a enfrentarem desafios

Co 462019   manifesto familias felizes pais do avesso  2  1 1024 2500
Co 462019   manifesto familias felizes pais do avesso  3  1 1024 2500
Co 462019   manifesto familias felizes pais do avesso  4  1 1024 2500
26 Junho 2019

Durante quatro anos, o projeto “Pais do Avesso”, da Biblioteca Municipal de Sever do Vouga, promoveu o conceito de parentalidade positiva, através de um trabalho de proximidade com a comunidade. As sessões ajudaram os educadores a encontrarem respostas a muitas das inquietações que fazem parte do dia-a-dia das famílias. No dia 19 de junho, um jantar comemorativo foi o pretexto para reunir os mais de 40 participantes das três edições (2016-2019). Juntos, conceberam o Manifesto das Famílias Felizes, um compromisso partilhado com vista a cada um assumir a responsabilidade da construção da sua própria felicidade.

 

A sessão de trabalho foi orientada pela happyologist Cristina Fonseca, que se dedica ao estudo e promoção da felicidade. Durante o encontro, foram levantadas questões como: O que contribui para a felicidade? E o que não contribui? O que quero fazer pela minha família? E por mim? O que a Ciência diz sobre a felicidade? Quais os hábitos que promovem a felicidade? E os sentimentos? A gratidão é um dos caminhos? E o amor, respeito e aceitação? Entre as muitas possíveis respostas, chegou-se à conclusão de que a felicidade é um estado passageiro, tal como a infelicidade. A felicidade é algo que se constrói. Aprende-se a ser feliz. E como em tudo na vida é preciso comprometer-se. Daí a importância de um manifesto que é uma declaração de intenções.

 

Reconhecido pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) como um projeto inovador, o “Pais do Avesso” visou, como explica a diretora da Biblioteca, Andreia Amorim, “capacitar os pais, no âmbito da parentalidade positiva, fornecendo-lhes ferramentas para enfrentarem os desafios do dia-a-dia de uma forma mais confiante”, acrescentando que “a biblioteca é um local de aprendizagem ao longo da vida e este projeto reforça a visão que o Município de Sever do Vouga tem para este equipamento cultural”.

 

Recorde-se que o “Pais do Avesso” é resultado de uma feliz parceria com o Serviço de Ação Social do Município de Sever do Vouga e o Centro de Apoio Familiar e de Aconselhamento Parental “Raio de Sol”, da Associação Humanitária Mão Amiga, de Albergaria-a-Velha.

 

“Defendemos que a Biblioteca Municipal de Sever do Vouga seja, sobretudo, um local de encontro, onde a comunidade tenha acesso a diversas ações, dirigidas a diferentes faixas etárias, que favoreçam o seu desenvolvimento pessoal. Com o projeto “Pais do Avesso” contribuímos para a transformação da nossa comunidade, o que muito nos satisfaz”, concluiu Almeida e Costa, vereador da Cultura e vice-presidente da Câmara Municipal de Sever do Vouga.

 

“Pais do Avesso” pela voz de quem participou:

A preocupação com a educação dos filhos, a mudança do paradigma da educação autoritária para a parentalidade positiva, os papéis parentais, a comunicação, as birras, os castigos, os limites, o afeto e o colo são alguns dos assuntos que instigam a procura de informação e orientação profissional por parte de indivíduos com responsabilidades sobre a vida de menores. Ao longo das sessões, o projeto procurou ajudar os educadores a encontrarem respostas a muitas das inquietações que fazem parte do dia-a-dia das famílias.

 

Flora Veiga:

“Foi uma iniciativa muito interessante, em que partilhamos experiências e houve uma cumplicidade muito boa com as pessoas que participaram. Foi um projeto que ajudou a acabar com ideias pré feitas e a encarar as dificuldades sob uma nova perspetiva mais sensata e menos impulsiva. A Biblioteca tem uma oferta cultural muito boa e diversificada e este projeto foi mais uma das ações”

 

Sandra Coutinho:

“Participei nas sessões para crianças e adolescentes. Os grupos foram extraordinários e a equipa técnica fabulosa. As sessões foram de grande partilha. Fez-nos pensar, questionar e refletir. Foram momentos muito emotivos em que falamos, entre outras, dos conflitos de gerações. Posso dizer que o projeto mostrou o que realmente importa: os laços de afeto que criamos”