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Vitorino regressa a Sever do Vouga passados 41 anos

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29 Maio 2019

Passados 41 anos, Vitorino regressa a Sever do Vouga para um concerto no Centro das Artes e do Espetáculo, na noite de 1 de junho, pelas 21h30. Com duração de 75 minutos, o músico vem acompanhado pelos seus amigos e músicos de sempre. Os bilhetes, no valor de 5 euros, estão à venda nos vários postos do Município e em ticketline.

Mais do que um músico, Vitorino é um artista multifacetado com preocupações culturais, sociais e, sobretudo, com uma enorme abertura para o intercâmbio artístico. No concerto em Sever do Vouga, Vitorino sobe ao palco com os seus amigos e músicos de sempre para partilhar com o público canções e a cumplicidade artística que os anos ajudaram a consolidar.

Durante 75 minutos, Vitorino traz as suas grandes canções, bem como de outros artistas com quem partilhou experiência musical, sendo exemplo disso José Afonso, em palco, ou António Lobo Antunes, através dos poemas que canta. As canções são sempre acompanhadas de uma partilha ou de uma estória.

Com uma carreira preenchida de êxitos, Vitorino é um dos mais populares e queridos cantadores portugueses sendo a sua obra prestigiada nacional e internacionalmente, sendo regularmente convidado para se associar aos mais importantes músicos, grupos e cantores portugueses, tendo também colaboração expressiva com músicos brasileiros e cubanos.

 

Biografia

Vitorino nasceu numa família de músicos, no Redondo. Foi amigo de Zeca Afonso, que conheceu quando era a recruta no Algarve. Fixou-se em Lisboa a partir dos 20 anos, onde viveu a noite, em tertúlias e boémia.

Em 1968 entrou para o Curso de Belas Artes. Emigrado em França, estudou pintura. Alertado por um amigo que se ganhava mais a cantar na rua ou no metro do que a lavar pratos, o que fazia para sobreviver, agarrou na guitarra e fez-se cantor. Em Paris acamaradou, entre outros, com Sérgio Godinho e José Mário Branco, igualmente emigrados. Colaborou em discos de José Afonso, Coro dos Tribunais, e Fausto. Atuou no célebre concerto de março de 1974, I Encontro da Canção Portuguesa, que decorreu no Coliseu dos Recreios. Lançou nesse ano o seu primeiro single: “Morra Quem Não Tem Amores”.

Desde 1974 gravou 23 álbuns, cinco compilações, cinco singles, participou em quatro outras edições e em 17 colaborações, e fez quatro bandas sonoras para teatro e uma para televisão. Foi distinguido com o Prémio José Afonso/93 e o Se7e de Ouro/92 para música popular. Com muitas intervenções internacionais, a última foi em outubro de 2013, na WOMEX (World Music Exposition), em Tessaloniki, Grécia, onde a sua participação despertou muito interesse.